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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

LAMENTO DE SERPENTE

Ah! As mangas da minha camisa
Desbotaram nessa brisa, nesse sol
Nesse caminho afundado
De tanta gente passar

De tanta gente sofrer, sorrir, chorar
De tanta gente pisar
Nesse caminho
Que eu não sei onde vai dar

Ah! Mas em meu peito desce um rio
Preso a um fio do seu cabelo
Feito serpente acorrentada
Num cílio do teu olhar

E água abaixo leva a sede de te ver
Crescendo rama,
Se estendendo em minha cama
A me agasalhar

(Pinzoh, 1992)

Um comentário:

Anônimo disse...

"Bonito" é uma palavra que combina com este poema. Saudações! (Germano)