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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

NA REDE


Curiosas estas imagens, a nos dizerem que já não basta que arrolemos a vida no campo como uma espécie de paraíso perdido, onde se reserva intacto algum pedaço de nossa humanidade perdida, corrompida, à espera de preservação e recuperação. Ao contrário, não apenas este paraíso nunca existiu, como agora mesmo todas as forças horizontais, centrípetas, da vizinhança, do parentesco, lentas e de longa duração, já estão sendo arrastadas pelas forças centrífugas, verticais, velozes, globais, capitaneadas pelo valor monetário e pela tecnologia. Estas novas imagens indicam que novas conjunturas humanas se formam, à espera de nossa tradução.

Um comentário:

Ana Carla Lima disse...

é interessante como não conseguimos mais viver sem detalhes ditos "essenciais"..sendo que a maior parte da vida tais "necessidades" eram ausentes ou substituidas. a criatividade era uma boa saida. o progresso é bem vindo, claro. o retrocesso de identidades que é lamentável.