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quinta-feira, 17 de abril de 2008

QUEM SOU?

Há dias venho me perdendo de mim
Tornei-me evasivo
Escapo na primeira chance
Depois tomo bronca de mim mesmo.

Hoje neguei-me a ser só esse
Que acorda remoendo sonhos
E cospe-os à pia do banheiro
Que barbeia-se dia sim, dia não
Que dobra as camisas e lustra os sapatos
Que almoça à mesa com a família
Que cochila no sofá da sala
E baba por um dos cantos da boca.

Mas todos os outros que assumo
Vão sempre embora pela madrugada
Depois que eu tropeço no batente da porta
E me rendo prostado na mesma cama.

No dia seguinte cuspo o que deles sobrou
Na pia do banheiro
E volto a babar pelo cato da boca no sofá da sala.


3 comentários:

Germano Viana Xavier disse...

É sempre isso, professor.
Sofro do mesmo mal.

Bom ler verso.

Abraços de sempre.
Germano

Anônimo disse...

Massa Pinzoh..mas será que não podemos de vez em quando fugir dessas rotinas? rsrs..bjos.

Ana Carla Guimaraes disse...

fugimos todos os dias (noites)dessas rotinas..rsrs
hoje percebo isso..
um beijo.